As aranhas são animais artrópodes pertencentes à ordem Araneae da classe dos aracnídeos, que está dividida em duas subordens: a mais diversa e abundante Opisthothelae e a Mesothelae
Desde as primeiras descrições (em torno de 1.750) até os dias atuais, já foram descritas aproximadamente 35.000 espécies. Estima-se que este número represente apenas um quarto da fauna araneológica realmente existente.
As aranhas provavelmente surgiram no período Devoniano (há 400 milhões de anos), muito antes dos insetos, alcançando um grande desenvolvimento no período Paleozóico, com uma grande variedade de espécies.
Tendo em vista a diversidade de espécies , podemos tirar a conclusão óbvia de que os habitats das espécies de aranhas variam muito, assim falarei apenas das mais urbanas :
· Dendrícolas:
Entre estas aranhas existem grupos que habitam flores, arbustos ou árvores altas.
Todas as aranhas “de teia” podem ser consideradas dendrícolas, sendo de extrema utilidade para o homem, pois apreendem mosquitos, moscas, borboletas e outras pragas de hortas e granjas.
· Errantes:
São aranhas caçadoras, que não fazem teias, matando suas presas por inoculação de veneno.
A maioria das grandes caranguejeiras (Theraphosinae) pertencem a este grupo, embora estabeleçam um domicílio temporário em buracos encontrados.
Um outro exemplo são as aranhas da família Salticidae (“meirinhos” ou “papa-moscas”), freqüentemente encontradas nos domicílios.
· Domésticas:
Principais gêneros e espécies: Plexippus, Hasarius, Salticus (família Salticidae); Nephila (N. clavipes, N. cruentata, N.brasiliensis); Zilla, Filistata, Dyctina, Pholcus, Tegenaria e Teutana.
As aranhas, assim como a maioria dos outros aracnídeos, são predadores (carnívoros), alimentando-se predominantemente de insetos, além de outros aracnídeos também (inclusive outras aranhas = canibalismo). As grandes espécies de aranhas podem também capturar pequenos vertebrados, como filhotes de aves e de camundongos, por exemplo.
As presas podem ser capturadas ativamente ou em armadilhas sedosas (teias), dependendo do comportamento da aranha.
Nas aranhas construtoras de teias, a visão não se encontra bem desenvolvida, porém estas são muito sensíveis à vibrações. Desta forma podem determinar, a partir das vibrações no cordão, o tamanho e a localização da presa capturada, sendo que muitas espécies de aranhas respondem a estímulos diferentes com padrões de ataque também diferentes.
Comumente, tanto as aranhas tecedoras como também as errantes, possuem o hábito de enfaixar a presa capturada em seda, antes ou depois de picá-la. O enfaixamento auxilia na imobilização da presa ou na sua fixação, na teia ou em posições elevadas na vegetação (no caso das aranhas de hábito errante).
Acredita-se que as formas errantes derivaram de ancestrais construtores de teias, através da perda deste hábito.
A maioria das aranhas possui um tufo de pêlos adesivos (escópulos) atrás das garras terminais, que auxiliam na adesão a superfícies e na captura da presa.
Certas aranhas utilizam-se da estratégia de tocaia. Muitas aranhas- caranguejo, por exemplo, aguardam insetos em botões de flores, emboscando-os no momento do pouso.
As aranhas errantes produzem uma linha de reboque, e algumas aranhas de solo amarram a presa correndo ao redor dela.
Ao picarem suas presas, as aranhas injetam enzimas digestivas pelas quelíceras, sugando posteriormente os tecidos digeridos (este comportamento caracteriza as aranhas que não possuem dentes nas quelíceras). Por outro lado, as que possuem estes dentes (diversas caçadoras), literalmente mastigam suas presas, auxiliando a digestão com as enzimas digestivas, que escorrem pela boca. Os restos esqueléticos indigeríveis são descartados como um bolo.
As teias das aranhas são constituídas de seda, sendo esta produzida por elas próprias.
A produção de seda é característica distinta das aranhas, sendo conhecidas espécies fósseis com fiandeiras claramente diferenciáveis, já a partir do Devoniano.
Cada fiandeira constitui uma pequena estrutura cônica, com muitas aberturas (aberturas das glândulas de seda).
A construção de uma teia depende de fatores morfológicos e fisiológicos, tais como o peso, comprimento da perna, suprimento de seda, apetite e um padrão comportamental instintivo, que envolve a integração da informação sensorial e da atividade locomotora. Existem porém aranhas que são completamente cegas, capazes de construir teias muito complexas, assim que eclodem da ooteca. Neste caso, as informações visuais não são necessárias.
Aracnofobia é o medo (ou fobia) de aracnídeos. É possivelmente a fobia de animais mais extensa. As reações dos aracnofóbicos parecem frequentemente bem irracional às pessoas, e ao próprio afetado mesmo. Tentam permanecer longe de todo o local onde pensam que habitam aranhas, ou onde observaram aracnídeos. Se virem uma aranha perto de algum lugar onde vão entrar, evitam entrar nesse lugar, mesmo que a distância entre o local e onde está a aranha seja grande, ou ao menos terão antes que fazer um esforço para controlar seu medo, que pode ser caracterizado na respiração rápida, por taquicardia e por náuseas.
O medo às aranhas pode determinar o lugar onde o fóbico decide viver, ou o local a que irá nas férias, e limitar os esportes ou passatempos que deseja apreciar. Como a maioria dos fobias, o aracnofóbico pode ser curado com tratamento psicológico. A forma habitual é usar os métodos que expõem gradualmente o fóbico ao animal que lhe dá medo, mas também existe um sistema de choques em que que a exposição é de grande intensidade, e se realiza subitamente.
Fontes: As aranhas , Wikipedia .
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